Pois entao, tudo o que eu quero escrever eu vou escrever aqui. Vou aproveitar o anonimato e dizer tudo o que eu penso. Coisas que como fulano de tal eu nao faço mas que deveria fazer. Na verdade eu faço as vezes, mas poucas. E outra verdade è que me sinto melhor quando eu faço. Muito melhor. Entao vamos ver se aqui eu consigo transformar palavras em algum certo tipo de prazer, mesmo que esse prazer seja sujo e venha de palavras porcas e que ninguèm quer ler. Porque eu sou assim. Eu gosto de coisas porcas e imundas. Na verdade, acho que o mundo è assim. Somos os animais mais porcos que o mais imundo dos ratos. Somos os animais mais crueis do que qualquer um outro. Alguem conheçe um ser mais cruel do que o ser criança? Maltratamos por prazer. Matamos por prazer. Por diversao. Isso nao è podre? Somos assim. Eu sou assim. Nao mato nem matei ninguem na minha vida e espero nao precisar. Mas posso. O que me diferencia dos animais è a capacidade de raciocinio, certo? Fora isso, sou igual. Vivo de disputas, de competiçoes, da necessidade de sobreviver, como os animais na selva, no mar, na savana, no céu e, da mesma forma, luto para sobreviver na cidade. Sou promiscuo. Tenho doenças sexualmente transmissiveis. Mas nada que afete a minha vida. Nao. Imagina. Tenho que usar camisinha pelo resto da minha vida pra nao contaminar ninguem. Gozar na boquinha delas nem pensar. Merda. Tudo por causa de uma puta de uma ex-namorada que me passou essa pereba. Ela è fervorosa praticante catòlica. Mas na cama, e que ela gostava mesmo era de sentir o pau entrando no cu. Mas a vida continua. Como deve ser. Nao tem volta. A vida nao volta pra tras. Abandonei meu pai com cancer no leito de morte pra tentar a vida em outro pais. Meu pai, que foi sempre maravilhoso, querido, amigo, companheiro, apoiador, incentivador, patrocinador. Ele foi um pai magnifico. E eu o deixei morrer e fui pra longe tentar a vida em outro lugar. Foi uma decisao dificil que vou lembrar por toda a minha vida e talvez também por toda a minha morte (porque vamos combinar, nao hà nada mais incerto na vida do que a morte). Ele disse pra eu ir. Ele me tirou esse peso da consciencia. mas nao totalmente. Quem, por mais corajoso que seja, abdica da companhia do filho mais jovem e mais apegado pensando apenas no bem estar do filho e estando consciente de que passarà os ultimos meses de sua vida na cama de um hospital? Meu pai.
Chega de sentimentalismos que essa merda de blog nao è pra isso. Quem quiser comentar algo que o faça, mas de forma genuina. Nao escreva babaquiçes que disso ja estou farto. Farto de gente estupida que come osso e arrota filé. Incluam seus pensamentos mais obscuros mas, acima de tudo, sinceros. Hoje è o 1° dia do ano da buceta. E quem nao estiver por ela que saia da minha frente.
domenica 8 marzo 2009
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